Vamos problematizar?!

Vamos problematizar?! Eu sei que esse meu senso crítico as vezes incomoda, mas sinto uma vontade incontrolável de passar meus pensamentos para o papel. Para você que gosta de problematizar, vem comigo! E para você que está pensando, que chato! Pare de ler! Simples assim ok?!

Hoje, doze de outubro de um ano incomum, ano que percebemos o quanto somos mortais, frágeis e pequenos perante um universo que não perdoa; um ano que as prioridades do ser atropelaram o “ter”, ao menos para mim!

Eu, que não possuo religião, mas uma religiosidade inerente, em seu sentido amplo e espiritual, não irei falar sobre o dia de Nossa Senhora Aparecida, mas sim, do dia das crianças, uma data totalmente “comercial”, daqueles que nos fazem “consumir”, presentear e “alegrar” nossas crianças.

Enquanto as crianças que me rodeiam possuem um lar, alimento, saúde, educação, e lógico BRINQUEDOS, muitas crianças cuidam de seus irmãozinhos para seus pais saírem em busca da sobrevivência deles e dos seus, e aqui digo SOBREVIVENCIA, no seu mais singelo sentido, temos outras crianças que na tenra idade não possuem os pais provedores, e logo cedo precisam lidar com a vida, essa mesma: nua e crua, cheia de desigualdades, ah! Mas, quem sabe, o “mérito nosso de cada dia” um dia os salve!

Na certeza do sistema que vivo, que oprime e “negocia” oportunidades, em que a empatia por vezes se mostra rara, e em outras se mostra vivenciada, datas como essas “dia das crianças, dos namorados, dos pais…” datas comerciais que priorizam “TER”, que angustia parte da sociedade, afinal nem todos os pais podem comprar brinquedos, nem todas as crianças possuem um pai para dar suas cartinhas elaboradas na escola e nem todo casal de namorados estão vivendo relacionamentos saudáveis e algumas mães podem não estar em sua melhor fase na maternidade…mas, não é isso que importa, pois você vai comprar um presente, pedir um jantar, e seguir em frente na sua vida.

Mas, e daí?! Você pode gastar com o que quiser não é mesmo?! Mas, eu também posso problematizar e te fazer pensar um pouquinho! E se reinventarmos as datas comemorativas de forma a não buscarmos tanto consumo, que tal no dia das crianças ensinarmos nossos filhos sobre a importância de não acumularmos o ter e de aperfeiçoarmos o nosso ser?! Ensinar a trocar e dividir brinquedos, a praticar a gratidão (pois o que ele(a) tem pode ser que outras crianças não tenham) e a pensar juntos em como podemos tocar o coração um dos outros e buscarmos um mundo melhor e mais justo, onde todas as crianças possuam o direito de “serem crianças”.

Ana Beatriz Junqueira Munhoz, advogada no escritório Junqueira Munhoz Advocacia, inscrita na OAB/SP n° 366.796, graduada na Faculdade de Direito de Franca e ativista do direito das mulheres

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