Não se cobre tanto!

cuide da própria vida

A autocobrança nos traz frustração, ansiedade, desespero, medo, ente outros, pois através dela muitas vezes buscamos atender expectativas irreais e atingir a perfeição.

Por varias vezes nos dispomos a entender a dor do outro, compreender seus motivos por tal comportamento, apoiado e tendo compaixão por ele. Porem quando nos referimos a nós mesmos acabamos por nos julgar não trabalhando amor próprio ou mesmo se apoiando.

É extremamente importante trabalhar o amor próprio, se conhecer e aceitar quem você realmente é. Enxergar sua situação atual para seguir em frente com mais clareza, se dar a oportunidade de tomar novas decisões, priorizando sua saúde mental e não olhando somente para o negativo.

Para isso é essencial que evite comparar sua vida, sua aparência, o momento em que você esta vivendo com a vida do vizinho ao lado, se cobrar para obter o mesmo não te leva a lugar algum.  Agora objetivos, metas, novos comportamentos, novos pensamentos sim, isso pode te levar a alcançar o que deseja.

Em vários momentos nos cobramos tanto, mas se quer procuramos avaliar a situação. Procure se conhecer observar o momento assim poderá tomar decisões mais efetivas e procurar uma forma de modificar e de se motivar.

Não fique preso no passado, ele deve ser visto na verdade apenas como forma de aprendizado, não como cobrança e nem culpa. Tenha autorresponsabilidade e seja você o guia de sua própria história.

Entenda que ninguém é perfeito e que podemos e devemos balancear as áreas de nossas vidas, pois não conseguimos ser 100% em tudo que realizamos e que esta tudo bem.

Cobranças são ruins e em nada ajudam uma pessoa a evoluir, busque identificar o seu proposito. Substitua suas cobranças por incentivo e motivação. Olhe para tudo que já tem ao invés de focar no que não tem.

O que pode fazer a partir de hoje por você com as ferramentas que tem? Trabalhe a seu favor e não contra você.

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Natália O. Ferreira  (CRP/SP 06/136783), psicóloga e coordenadora do Contemplar Psicologia & Desenvolvimento de Pessoas, idealizadora do Espaço Psicológico Contemple-se Mulher.

A importância da Lei Maria da Penha

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Quem nunca ouviu falar da Lei Maria da Penha? Lei Federal n° 11.340/06 que tem por finalidade coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres.

A referida lei entrou em vigor apenas em setembro de 2006 e possui esse nome em homenagem a Sra. Maria da Penha Maia Fernandes que além de sofrer agressões, passou por duas tentativas de homicídio pelo seu ex-marido e ainda assim precisou lutar por mais de 19 anos, para que seu agressor fosse preso.

Diante de tanta negligência pela justiça brasileira, ela recorreu a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), que acatou a denuncia e condenou o Brasil por não dispor de mecanismos suficientes e eficientes para proibir a prática de violência doméstica contra a mulher, sendo acusado de negligência, omissão e tolerância, além de recomendar a adoção de políticas públicas voltadas à prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher.

Apenas após essa condenação com repercussão internacional foi criada a Lei Maria da Penha.

Qual a importância dessa lei?

A Lei Maria da Penha foi um marco na prevenção e punição à violência doméstica, pois rompeu com o padrão social de impunidade dos agressores, criou mecanismos de proteção e assistência as vítimas, prevê a exigência da abertura de processo em caráter urgente, bem como a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (JVDFM).

No entanto, apesar de ser um grande avanço para a garantia dos direitos das mulheres, ainda faltam políticas públicas para a efetivação dessas garantias, falta PRIORIDADE dos nossos governantes, principalmente levando-se em consideração ser um problema cultural, em que a sociedade naturaliza a violência contra as mulheres, contribuindo significativamente para a sua perpetuação.

Portanto, conclui-se que a simples previsão legal não garante a efetiva tutela dos direitos das mulheres, sendo necessário um trabalho contínuo não só pelos órgãos públicos, mas por toda a sociedade, para que o cerne da lei seja incorporado e colocado em prática, só assim teremos mudanças efetivas e garantiremos a liberdade e segurança das mulheres brasileiras.


Ana Beatriz Junqueira Munhoz, advogada no escritório Junqueira Munhoz Advocacia, inscrita na OAB/SP n° 366.796, graduada na Faculdade de Direito de Franca.

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Cuidar da Própria Vida

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O objetivo deste pequeno texto é trazer de forma clara e simples o quanto cuidar de si mesmo é importante para o desenvolvimento emocional e pessoal. Em algum momento da vida as pessoas acabam se perguntando e auto avaliando o contexto em que estão vivendo e se estão realmente cuidando de si, e olhando com carinho para suas próprias necessidades.

Reclamamos sempre que o tempo está passando rápido demais, que os dias estão “voando”. Será que isso é real ou somos nós que vivemos em uma rotina tão agitada que mal percebemos o dia passar.

Durante o dia as pessoas escolhem inúmeras tarefas para realizarem, e esquecem o quanto é essencial escolher atividades que geram prazer, conforto, bem-estar, e que essa pequena tarefa pode modificar o dia a dia, fazendo com que a rotina seja mais saudável.

Cuidar de si, de suas necessidades físicas, emocionais e pessoais, criar hábitos saudáveis, se exercitar e se alimentar adequadamente, criar relacionamentos saudáveis e buscar crescimento pessoal, tudo isso faz parte de nós como seres humanos, e infelizmente muitas vezes deixamos isso de lado, nos negligenciamos o tempo todo.

Rodeados por problemas em casa, no trabalho e nas relações pessoais, somos pressionados sempre a tomar decisões e a realizar escolhas.

Vivemos nessa pressão dia a dia, em um contexto que nos frustra por diversas vezes e por diversos motivos, os dias passam e as pessoas se sentem mais cansadas, cada vez mais esgotadas.

Pare agora um pouco e reflita: “Somos obrigados a vivermos dessa forma?”, “Em qual momento eu escolho ser importante?”, “Eu estou me dando o direito de viver uma vida feliz e mais saudável?”.

Cuidar de nós mesmos é uma árdua tarefa, pois muitas vezes não conseguimos nos colocar em primeiro lugar. Muitos acreditam que essa tarefa seja impossível e que seria um ato até egoísta. Porém, para que a mudança ocorra, a vontade tem que partir de dentro de nós, pois somos totalmente responsáveis por nossas escolhas. O fato de nos sentirmos bem fisicamente não significa que estamos em completo bem-estar. Dentro da nossa vida existem vários aspectos que merecem ser cuidados, que merecem atenção. É preciso equilíbrio dessas áreas para que nosso emocional, nossa vida profissional, familiar e nossa saúde trabalhem de forma saudável, trazendo benefícios em nossa vida, e não prejuízos.

É, não é fácil, viver é algo que exige esforço e tempo.

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Lauane A. C. Silva (CRP/SP 06/137216), psicóloga e coordenadora do Contemplar Psicologia & Desenvolvimento de Pessoas, idealizadora do Espaço Psicológico Contemple-se Mulher.

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Crime de Aborto

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No dia 25/02 lancei uma enquete na página com a pergunta: 📌Você é a FAVOR ✅ ou CONTRA ❎ a legalização do Aborto? E fui surpreendida com o resultado! Tivemos 31 votos no total, sendo 21 A FAVOR e 10 CONTRA.

Por ser um tema muito polêmico e que envolve vários aspectos: jurídicos, psicológicos, culturais, religiosos…acredito que muitas pessoas não votaram porque não possuem uma opinião formada ou então por ser um tema que causa diversos sentimentos nas pessoas, em algumas de empatia, outras de ódio e revolta.

É um desafio falar sobre o tema, mas conforme combinado vou falar um pouquinho sobre os aspectos jurídicos do “Aborto”.

Inicio esse texto com duas afirmações:

  • Aborto provocado é crime no Brasil
  • Mulheres abortam

O crime de Aborto está tipificado no Código Penal, no Título I “Dos Crimes contra a Pessoa”, Capitulo I “Dos Crimes contra a Vida”, especificamente nos artigos 124 à 128.

Temos alguns casos previstos em que o aborto provocado não é punível são eles:

  • Aborto necessário, quando há risco de vida a gestante;
  • Aborto sentimental, em caso de gravidez decorrente de estupro;
  • Em caso de gestação com anomalias fetais (desde o julgamento da ADPF 54 no ano de 2012 em casos de bebês anencéfalos).

Se o aborto provocado ocorrer em uma circunstância diferente das especificadas anteriormente será punível da seguinte forma:

  • Se provocado pela própria gestante ou com o seu consentimento a pena para essa mulher será de detenção de 1 a 3 anos;
  • Se provocado por um terceiro com o consentimento da gestante, a pena para esse terceiro será de reclusão de 1 a 4 anos; se não consentido será de 3 a 10 anos.

Será que a tipificação penal tem efetivamente impedido o crime?

Ressalto que os dados sobre o Aborto são frágeis, pois na maioria das vezes são feitos e permanecem na clandestinidade, no entanto alguns dados posso apresentar aqui:

  • A Pesquisa Nacional do Aborto do ano de 2016 aponta que 1 em cada 5 mulheres alfabetizadas da área urbana aos 40 anos já fizeram pelo menos 1 aborto
  • Conforme pesquisa da DataSus do ano de 2017 foram registradas 177.464 curetagens pós-abortamento e 13.046 esvaziamentos do útero o que juntas totalizam 190.510 internações
  • Pelo Ministério da Saúde do ano de 2016 o Aborto é a 5° causa de morte materna no Brasil

Certo! E por que é tão necessário saber as estatísticas? Falar sobre o assunto?

Porque o aborto faz parte da vida reprodutiva de muitas mulheres no Brasil, e a punição vem após a morte do feto e muitas vezes da própria mulher que abortou, e então quem foi salvo? Ninguém!

Apenas a tipificação penal do Aborto não é suficiente para inibir o crime, por isso precisamos pesquisar o porquê do aborto ocorrer, das razões que abarcam o aborto para então pensarmos em políticas públicas eficientes.

Ressalto a importância de diferenciarmos sobre ser “a favor” do aborto (que significa: acho certo mulheres abortarem!) de ser “a favor” da DESCRIMINALIZAÇÃO do aborto (que significa: não acho que prender a mulher que abortou seja eficaz no combate ao aborto).

O tema é polêmico, afinal quem é CONTRA a legalização do aborto defende:

  • o direito a vida
  • a existência do corpo do feto que se difere do da mãe
  • dignidade humana desse embrião
  • Entre outras

Enquanto quem é a FAVOR da legalização do aborto defende:

  • Ser uma questão de saúde pública
  • A liberdade de decidir
  • Por ser uma questão de justiça social e racial
  • Entre outras

Termino esse texto dizendo que é necessário não fecharmos os olhos para esse tema, independente se você é a FAVOR ou CONTRA a legalização do aborto, precisamos falar, estudar e pesquisar esse tema para juntos encontrarmos uma solução baseada nos princípios éticos aliados a empatia.

Obrigada por ter chegado até o final desse texto, não deixe de expressar sua opinião com respeito a opinião das outras pessoas.

Até breve!

Fontes:

http://anis.org.br/wp-content/uploads/2016/12/Pesquisa-Nacional-do-Aborto-2016-Nota-de-Imprensa.pdf

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epidem_obito_materno.pdf

http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sih/cnv/nibr.def

http://datasus.saude.gov.br/

 


Ana Beatriz Junqueira Munhoz, advogada no escritório Junqueira Munhoz Advocacia, inscrita na OAB/SP n° 366.796, graduada na Faculdade de Direito de Franca.

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Inadimplência na empresa

Imagm texto inadimplência

Infelizmente o cenário econômico brasileiro atual não está estável, temos um alto número de desemprego e a realidade é que os salários são baixos, o que tem contribuído para o aumento do número de inadimplentes nos últimos anos.

O alto número de inadimplência em uma empresa pode inviabilizar a sua continuidade, por isso é necessário um olhar criterioso para encontrar a solução para esse problema.

E o que fazer?

Primeiramente, é importante entender que a melhor forma de reduzir a inadimplência é evitando-a. Como?

• As formas mais seguras para receber são por depósitos, transferências e cartões de crédito ou débito.
• Quando oferecer crédito, seja criterioso em saber se o cliente possui boa reputação, no entanto, não ofereça valores de crédito muito altos.
• Sempre que possível faça um contrato escrito com as especificações do pagamento e o que pode ocorrer em caso de inadimplência.
• Comunique seu cliente antes do vencimento (Você não irá cobrar, mas comunicar que o boleto ou a data de pagamento é no dia seguinte, ou no dia tal!)

 

Mesmo após todos os cuidados, ainda assim o cliente ficou inadimplente. E agora? 🧐
• A ação deve ser imediata! Quanto mais tempo demora para cobrar, mais difícil fica de receber!
• Envie uma carta registrada, com aviso de recebimento, explicando que se caso não ocorrer o adimplemento em um prazo de 7 (sete) dias, serão tomadas as ações judiciais adequadas.
• Se possível, corte totalmente o fornecimento.
• Proteste a dívida no cartório e inscreva o nome do devedor no SCPC e SERASA (avise antes que tomará essa providência)

Se nada der certo! A única alternativa que falta é a ação judicial apropriada.

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Ana Beatriz Junqueira Munhoz, advogada no escritório Junqueira Munhoz Advocacia, inscrita na OAB/SP n° 366.796, graduada na Faculdade de Direito de Franca.

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Alta do INSS

imagem texto alta do INSS

Já faz algum tempo que o sistema da previdência social está se organizando de uma maneira diferente, o que vem causando diversos transtornos!

Uma novidade é que o INSS vem convocando as pessoas que recebem auxílio-doença, Benefício de Prestação Continuada e Aposentadoria por Invalidez para nova reavaliação.

Geralmente a carta chega “de surpresa” (quando chega!))para que seja marcada uma perícia médica no INSS no prazo de 5 dias!

Essa perícia é marcada com rapidez e é exigido relatórios e exames médicos recentes (últimos 30 dias), o que dificulta para os doentes que são usuários do SUS.

 

E adivinha? Muitas pessoas estão ficando com seus benefícios cortados e sem sustento, pois permanecem doentes e sem condições de trabalhar. E o que fazer?

Nesse caso, a única alternativa é recorrer a justiça para pedir o restabelecimento do benefício ou da aposentadoria, no entanto é importante ficar atento, pois será necessário relatórios, exames e receitas médicas recentes, e que no Relatório médico esteja claro a doença que a pessoa é portadora e a necessidade do afastamento ou aposentadoria, além de comprovar a dificuldade financeira no caso de Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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Ana Beatriz Junqueira Munhoz, advogada no escritório Junqueira Munhoz Advocacia, inscrita na OAB/SP n° 366.796, graduada na Faculdade de Direito de Franca.

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Diferença entre racismo e injúria racial

imagem para texto de racismo

Você sabe a diferença entre racismo e injúria racial?
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📍O que muitas vezes dizemos ser racismo, na verdade é injúria racial.

Isso porque a injúria racial significa atingir a honra de alguém se utilizando de elementos de raça, cor, etnia, religião. A injúria racial possui pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa.

Em geral, está ligada ao uso de palavras depreciativas que se referem à raça ou cor, ou outros elementos, com a intenção de ofender a vítima. Aqui, a ação penal depende de representação da vítima.
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👉🏼Um exemplo muito conhecido de injúria racial, foi o episódio em que torcedores do grêmio ofenderam um jogador negro, chamando-o de “macaco” durante o jogo.
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📍Já o crime de racismo, significa uma conduta discriminatória contra um grupo ou coletividade.

Ou seja, é um crime mais amplo, que não é cometido contra uma pessoa só. Alguns casos previstos em lei que se enquadram como racismo são: recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negar emprego em empresas privadas, entre outros.
Ao contrário da injúria racial, o racismo é um crime imprescritível (não prescreve com o tempo) e inafiançável (não cabe pagamento de fiança).

Além disso, quem dá entrada na ação penal, é o Ministério Público.

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Letycia Antinori, advogada criminalista OAB/SP n° 412.645, graduada em Direito pela Universidade de Franca,  pós graduanda em Direito Penal e Processo Penal, Legale Educacional e presidente da Comissão de Direito Penal da OAB/Franca.

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